O estado do Rio Grande do Sul comemora um marco histórico na segurança pública, registrando o menor índice de homicídios dolosos de toda a série histórica durante o primeiro trimestre de 2026. Os dados divulgados pelo Observatório Estadual da Segurança Pública apontam para 234 ocorrências entre janeiro e março, uma redução expressiva de 24% em comparação com os 307 casos registrados no mesmo período do ano anterior. Em uma análise mais ampla, a queda em relação ao pior índice já registrado em 2017, quando foram contabilizados 909 homicídios dolosos, atinge impressionantes 74%.

Os números positivos se estendem aos crimes patrimoniais. O roubo de veículos sofreu uma diminuição de 34% no comparativo trimestral, passando de 538 para 357 casos. Os roubos a pedestres também apresentaram uma retração significativa de 26%, caindo de 3.365 para 2.485 ocorrências. Comparados ao primeiro trimestre de 2017, as quedas são ainda mais drásticas: 93% para roubos de veículos e 86% para roubos a pedestres.

Outras modalidades criminosas também refletem a tendência de queda. Ocorrrências em transporte coletivo registraram uma redução de 62% entre janeiro e março de 2026, caindo de 81 para 31 casos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os incidentes em estabelecimentos comerciais diminuíram 27%, passando de 1.102 para 806 casos. Em março isoladamente, os homicídios dolosos caíram 36% e os crimes violentos letais e intencionais (CVLI) recuaram 29%, demonstrando um progresso contínuo.

Em paralelo à redução da criminalidade, o governo estadual tem investido em modernização e aparelhamento das forças de segurança. Somente em março, mais de R$ 56 milhões foram destinados a viaturas e equipamentos para a Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Polícia Civil, beneficiando centenas de municípios. Além disso, foi lançado o programa RS Atento, que visa integrar tecnologias de monitoramento e inteligência artificial para aprimorar a segurança pública e a gestão em ambientes escolares, com um investimento previsto de R$ 80 milhões nos próximos três anos.