Santa Catarina consolidou sua posição como o estado com os imóveis residenciais mais caros do Brasil, encerrando o mês de junho de 2026 no topo do ranking nacional. O Índice FipeZAP, que monitora os preços anunciados em 56 municípios, revelou que quatro cidades catarinenses figuram entre as cinco primeiras posições.

Itapema lidera o levantamento com um preço médio de R$ 15.327 por metro quadrado, seguida de perto por Balneário Camboriú, que registra R$ 15.228. Florianópolis aparece em quarto lugar, com R$ 13.365, enquanto Itajaí fecha a lista das cinco mais caras em quinto lugar, com R$ 13.263 por metro quadrado. A única cidade fora do estado entre as primeiras posições é Vitória, no Espírito Santo, com R$ 15.210.

Em junho, a diferença entre Itapema e Balneário Camboriú aumentou para R$ 99 por metro quadrado, após Itapema ter assumido a liderança em maio. No acumulado do primeiro semestre, Itapema apresentou uma valorização de 3,15%, superando os 1,59% de Balneário Camboriú. Em um período de 12 meses, as altas foram de 5,25% e 2,13%, respectivamente.

A forte presença catarinense nas primeiras posições do ranking é atribuída a uma combinação de fatores. A alta procura por imóveis no litoral, o crescimento populacional e a expansão de empreendimentos de alto padrão são determinantes. Além disso, a qualidade de vida proporcionada pela segurança pública, com Santa Catarina ostentando a menor taxa de homicídios do Brasil, contribui para a atratividade do estado para moradores e investidores. A verticalização e o lançamento de edifícios com infraestrutura completa e acabamentos de luxo também elevam o valor médio dos imóveis anunciados.

O preço médio nas 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP foi de R$ 9.853 por metro quadrado em junho, patamar significativamente inferior ao das cidades catarinenses no Top 5. Itapema, por exemplo, apresentou uma diferença de R$ 5.474 em relação à média nacional. O levantamento reflete os preços solicitados pelos proprietários, mas reforça a força do mercado imobiliário catarinense, especialmente em suas cidades litorâneas.