O Ministério da Saúde anunciou o lançamento do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), uma estratégia pioneira de cofinanciamento federal dedicada a fortalecer o cuidado domiciliar para a população idosa. A iniciativa, lançada oficialmente nesta quinta-feira (18), tem como objetivo principal estruturar e expandir Equipes Multiprofissionais (eMulti) que atuarão diretamente nas residências de usuários idosos da Atenção Primária à Saúde que apresentam limitações funcionais. Este avanço representa um marco na política de saúde do país, buscando oferecer um suporte mais humanizado e acessível.
Para viabilizar a implementação do Padi Brasil, o governo federal destinará um montante significativo de R$ 500 milhões. Desse total, R$ 163,2 milhões serão aplicados em 2026 e os R$ 329,3 milhões restantes em 2027. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância do programa, destacando que ele beneficiará mais da metade dos mais de 3 milhões de idosos acamados atualmente atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. "Com a implantação do Padi Brasil, mais da metade dessa população passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias", afirmou o ministro.
O Padi Brasil se soma a outras políticas importantes em curso, como o Programa Farmácia Popular, que garante medicamentos essenciais e fraldas geriátricas, e o programa Agora Tem Especialistas, focado na redução do tempo de espera por procedimentos e consultas. O objetivo é criar um ecossistema de saúde robusto que priorize o bem-estar da população idosa. Com o aporte financeiro, os municípios terão a possibilidade de solicitar a criação de novas equipes multiprofissionais ou a ampliação das já existentes, incluindo o aumento da carga horária de trabalho, a contratação de mais profissionais e a inclusão de médicos especialistas. Até o momento, 2.733 municípios já manifestaram interesse e solicitaram adesão ao programa, totalizando 3.677 equipes eMulti planejadas, o que evidencia a forte demanda por serviços de cuidado domiciliar no território nacional.
As equipes multiprofissionais poderão receber um incremento mensal de até R$ 10 mil, podendo chegar a R$ 57,5 mil por mês, dependendo da modalidade da equipe (Ampliadas, Complementares ou Estratégicas). Essas equipes são compostas por profissionais de diversas áreas, como psicólogos, nutricionistas, cardiologistas e geriatras, que trabalharão de forma integrada às equipes de Saúde da Família. O programa também prevê um repasse de parcela única para a estruturação inicial das ações no território. A Atenção Primária à Saúde é vista como fundamental para promover o envelhecimento saudável, especialmente em um país onde a expectativa de vida tem aumentado consistentemente, e 80% dos idosos dependem exclusivamente do SUS.
