A infraestrutura viária de Santa Catarina enfrenta um gargalo crônico, evidenciado pela constante precariedade da SC-435 e pela falta de rotas alternativas eficientes. O problema se intensifica dramaticamente em momentos de interdição da BR-101, especialmente no trecho entre Palhoça e Tubarão, onde o fechamento da rodovia principal resulta em cenas de caos:
Quilômetros de filas se formam, impactando severamente o fluxo de veículos e gerando prejuízos econômicos significativos. Milhares de cidadãos se veem sem opções de deslocamento, prolongando viagens e comprometendo compromissos pessoais e profissionais. Essa situação recorrente expõe uma vulnerabilidade estrutural na malha rodoviária do estado, que parece não ter sido adequadamente endereçada.
O Dr. Eng. Jorge Destri Junior, professor voluntário no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes e Gestão Territorial (PPGTG/UFSC), critica a inércia diante de problemas conhecidos. Ele aponta que a falta de planejamento e investimento em vias secundárias, como a SC-435, obriga a população a depender de uma única rota principal, sujeita a interrupções.
A necessidade de uma infraestrutura robusta e diversificada em Santa Catarina é, portanto, mais do que uma questão de conveniência; é um imperativo para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida dos catarinenses. A situação atual demanda ações concretas e urgentes para a melhoria e ampliação das opções de tráfego, garantindo a resiliência do sistema viário estadual diante de imprevistos.