Teve início nesta terça-feira (2), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o 1º Seminário de Administradores, Orientadores e Supervisores Escolares de Santa Catarina. O evento, com programação voltada ao fortalecimento da gestão educacional e à valorização dos especialistas escolares, reúne por dois dias especialistas, pesquisadores e gestores no Auditório Antonieta de Barros.

O seminário aborda temas cruciais como gestão educacional, inclusão escolar e formação profissional. A deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc e proponente da atividade, destacou a importância do encontro para todos os profissionais da educação, ressaltando que a escola é construída tanto por quem atua em sala de aula quanto por quem garante o suporte organizacional e o funcionamento da unidade escolar. Ela enfatizou que o objetivo é discutir os desafios atuais, desde as transformações tecnológicas e o avanço da inteligência artificial até as mudanças no comportamento dos estudantes, demandando equipes preparadas para o cenário pedagógico contemporâneo.

As demandas da carreira de educadores também foram pauta central. Lúcia Maria Machado, presidente da Associação dos Orientadores Educacionais de Santa Catarina (AOESC), ressaltou a importância da integração entre orientadores, administradores e supervisores, um desejo antigo das categorias. Entre os principais desafios apontados estão a valorização profissional, a sobrecarga de trabalho e a escassez de concursos públicos em muitos municípios. Machado também alertou para a crescente preocupação com a saúde mental dos profissionais, que vai além da questão salarial e envolve as condições de trabalho diante do aumento constante das demandas nas escolas.

Rosimere Jorge da Silva, doutora em Educação e representante da Associação dos Supervisores Escolares de Santa Catarina, sublinhou a relevância do encontro para a defesa da educação pública e a participação em debates sobre os desafios da escola. A conferencista de abertura, Dalila Andrade Oliveira, trouxe uma perspectiva mais ampla ao afirmar que os desafios da educação estão intrinsecamente ligados às desigualdades sociais e à pobreza no Brasil. Ela apontou que, apesar de avanços na redução de algumas desigualdades e na melhoria do IDH, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a educação avance efetivamente, necessitando o enfrentamento de questões estruturais.