O projeto foi apresentado pela deputada Any Ortiz (PP-RS) e deve voltar à Câmara dos Deputados porque teve pontos modificados pelos senadores.

O texto prevê que o ensino deve ser feito de forma transversal e em todos os anos, em disciplinas já existentes, de maneira que os professores encaixem conceitos de finanças nas matérias. O projeto deve permitir que cada escola tenha autonomia para decidir como incluir o ensino financeiro no projeto pedagógico.

Quantas horas por dia é preciso estudar para o Enem? Veja dicasEnare: inscrições para residência terminam nesta quarta-feira (15)UFSC abre inscrições para processos seletivos com ingresso em 2027 A educação financeira foi incluída na Base Nacional Comum Curricular em 2017, mas agora o projeto insere a regra na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O projeto teve pontos alterados pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) para incluir a educação fiscal, previdenciária e securitária por parte do poder público para os alunos aprenderem temas como impostos e financiamento de serviços públicos e previdência social.

A iniciativa, se aprovada pela Câmara e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode reverter um cenário de endividamento das famílias brasileiras no futuro, afirma à CNN Brasil a diretora de desenvolvimento de lideranças da organização educacional Ensina Brasil, Stephanie Zanini.

"A inserção da aprendizagem sobre educação financeira é o que pode mudar a forma como lidamos com dinheiro e pode empoderar crianças e jovens no planejamento financeiro e consumo consciente."

Já o ensino financeiro deve ser feito tendo como base as habilidades essenciais já previstas no currículo, ressalta a diretora de políticas públicas da Parceiros da Educação, Bruna Waitman.

"Em matemática, por exemplo, ela conecta temas como frações e gráficos à realidade do estudante. Essa conexão dá sentido prático ao aprendizado e fortalece um projeto de vida, preparando os estudantes para o mercado de trabalho e os desafios do futuro."