O setor audiovisual brasileiro demonstrou sua força econômica ao movimentar R$ 70,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2024, conforme aponta estudo da Oxford Economics para a Motion Picture Association (MPA). Este montante representa 0,7% da economia do país e sustentou aproximadamente 609 mil empregos, considerando postos diretos, indiretos e induzidos. A remuneração média mensal no setor alcança R$ 6,8 mil, um valor significativamente superior à média nacional, com uma diferença de 84% a mais.
Segundo André Sturm, presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp) e do Belas Artes Grupo, a atratividade salarial se deve à alta qualificação demandada pelo mercado. "É um trabalho que requer experiência, história e conhecimento. São fatores importantes, inclusive, para justificar políticas públicas de fomento ao audiovisual", destacou Sturm, ressaltando a necessidade de apoio governamental para o crescimento contínuo do setor.
Esses números expressivos colocam a indústria audiovisual no centro das atenções estratégicas do governo e do mercado. Em São Paulo, estado que lidera a cadeia produtiva audiovisual no Brasil, o foco agora é expandir a presença internacional das produtoras locais e fomentar negócios em escala global. Para atingir esse objetivo, o Governo do Estado de São Paulo realizará a segunda edição do São Paulo Audiovisual HUB, entre 8 e 12 de junho.
O evento, promovido pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa, faz parte do Plano de Desenvolvimento da Indústria Audiovisual Paulista. A iniciativa visa consolidar São Paulo como o principal polo audiovisual da América Latina, fortalecendo a competitividade do setor e atraindo mais investimentos. "O objetivo é criar um momento no ano em que a indústria [do audiovisual] se reúna para fazer negócios. Estou contribuindo para que esse evento se torne parte do calendário da cidade", afirmou Sturm, enfatizando a importância de criar um marco anual para o setor.
