O volume do setor de serviços brasileiro registrou uma inesperada estabilidade em julho de 2026, apresentando variação nula (0,0%) na comparação com o mês anterior. Este resultado contrariou as projeções de mercado, que antecipavam um avanço de 0,2% para o período. Apesar da estagnação mensal, a análise anual revelou um crescimento de 0,9%, também aquém das expectativas de 1,1% previstas pela pesquisa Reuters. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam um cenário de cautela para a atividade econômica.
A estabilidade em julho foi resultado de um desempenho misto entre as diferentes atividades. Quatro das cinco áreas pesquisadas apresentaram taxas positivas, com os transportes avançando 0,4% e os serviços profissionais, administrativos e complementares registrando uma expansão de 0,6%, sendo os principais motores de impacto positivo. Os transportes recuperaram o fôlego após um desempenho estável em junho, enquanto os serviços profissionais compensaram parcialmente a queda de 1,3% observada no mês anterior. Outras expansões notáveis ocorreram nos setores de "outros serviços" (0,7%) e "serviços prestados às famílias" (0,5%).
Em contrapartida, o setor de informação e comunicação foi o único a apresentar retração em julho, com um recuo de 2,5%. Essa queda devolveu parte do expressivo crescimento acumulado entre abril e junho, que havia somado 3,3%. A análise da média móvel trimestral, com ajuste sazonal, manteve a estabilidade de 0,0% no volume total de serviços para o trimestre encerrado em julho, frente ao trimestre anterior. Neste indicador, a maioria das atividades (outros serviços, transportes, serviços prestados às famílias e informação e comunicação) apresentou desempenho negativo, com exceção dos serviços profissionais, administrativos e complementares que avançaram 0,5%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços manteve uma trajetória positiva pelo 28º mês consecutivo, com crescimento de 0,9% em julho de 2026. Três das cinco atividades apresentaram expansão, e 50,0% dos 166 segmentos investigados também mostraram avanço. O setor de informação e comunicação liderou essa alta anual com 4,6%, impulsionado por telecomunicações, desenvolvimento de softwares e serviços de internet. Por outro lado, transportes, serviços auxiliares e correio (-2,7%) e outros serviços (-1,6%) foram os únicos setores com desempenho negativo na comparação anual, impactados pela menor receita no transporte aéreo e rodoviário de cargas, e por serviços financeiros auxiliares.

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