A decisão sobre a exclusão do vídeo foi do ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sóstenes disse não concordar com o entendimento do magistrado, mas destacou ter cumprido a determinação no prazo previsto de 24 horas e removido a publicação.

"Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC [Primeiro Comando da Capital] ao Partido dos Trabalhadores", disse em declaração a jornalistas na Câmara.

Governo enviará proposta sobre reajuste dos MEIs até quarta, diz HugoJaques busca aliados e apela ao STF para tentar conter desgaste em imagemDefesa de Jaques aciona STF para anular operação da PF contra senador Segundo ele, apenas o governo norte-americano poderá esclarecer as suspeitas. O deputado afirmou ter enviado um ofício à embaixada dos Estados Unidos e solicitado uma audiência pública com o representante americano no Brasil.

"Jamais falaria ou postaria alguma coisa que não condiz com a verdade. Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita", disse.

A decisão de Mendonça atendeu a uma representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV. Na publicação, o Sóstenes disse ter “grandes suspeitas nos Estados Unidos” de que o dinheiro de facções criminosas financiaria campanhas do PT. Na avaliação de Mendonça, o conteúdo não apresentou nenhum elemento ou prova que sustente a acusação.

Em outras decisões assinadas na sexta-feira (19), Mendonça também determinou a remoção de publicações em redes sociais que associavam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a organizações criminosas e milícias. As determinações foram direcionadas a postagens dos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e André Janones (Rede-MG).