Representantes da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) estiveram em Brasília para participar de importantes eventos voltados à busca e localização de pessoas desaparecidas no território nacional. A 9ª Reunião das Autoridades Centrais e o Seminário Interinstitucional da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, realizados entre os dias 10 e 12 de junho, reuniram diversos atores para discutir estratégias e aprimorar a atuação conjunta.
Durante o seminário, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou uma série de novas ferramentas e materiais concebidos para reforçar a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Entre os lançamentos destacam-se a Cartilha Atuação da Polícia Militar e Guarda Municipal na Busca de Pessoas Desaparecidas, um Guia de Orientações às Autoridades Centrais Estaduais e um Diagnóstico da Gestão de Pessoas Falecidas com Identidade Desconhecida no Brasil. Essas iniciativas visam padronizar e qualificar os procedimentos em âmbito nacional.
O evento também proporcionou um espaço para o lançamento do Manual de Implementação da Resolução CNJ nº 634/2025, elaborado no contexto do Programa Justiça Plural. A discussão contou com a participação de especialistas, gestores públicos, pesquisadores e familiares de pessoas desaparecidas, promovendo um intercâmbio de conhecimentos e experiências essenciais para o avanço da causa.
Sérgio Pereira, secretário executivo de Ações Integradas e Estratégicas da SSPDS, ressaltou a importância da articulação entre os órgãos. "As autoridades centrais são aquelas responsáveis por articular um trabalho em conjunto, reforçando a rede de atuação para facilitar as buscas pelos desaparecidos e buscando atuar de modo a diminuir o sofrimento das famílias", declarou Pereira. A delegada Patrícia Aragão, da 12º Delegacia de Polícia Civil de Pessoas Desaparecidas (12DH), representou a PCCE, acompanhada por familiares de vítimas cearenses. A participação de representantes do Ministério Público, do Judiciário, do CNJ, do CNMP, da Cruz Vermelha e de outras entidades sublinhou o caráter interinstitucional e colaborativo dos debates.
