A Pax, uma inovadora startup brasileira focada em inteligência artificial (IA) para as forças de segurança pública, acaba de anunciar uma captação de recursos expressiva de US$ 40 milhões em sua rodada seed. O investimento, liderado pelos renomados fundos Greenoaks e Benchmark, que têm em seus portfólios gigantes como Uber, eBay e Instagram, sinaliza a confiança do mercado na tecnologia da empresa e seu potencial de impacto.

A plataforma desenvolvida pela Pax visa otimizar e agilizar as investigações criminais, conectando e organizando grandes volumes de dados do mundo real, como imagens de câmeras, boletins de ocorrência e informações sobre veículos e pessoas. Essa rede de inteligência, alimentada por IA, gera pistas e alertas em tempo real, permitindo que os policiais tomem decisões mais assertivas e eficientes. A empresa destaca que sua solução foi construída do zero com foco em IA, diferentemente de sistemas mais antigos que apenas incorporaram essa tecnologia em ferramentas preexistentes.

A eficácia da plataforma já foi comprovada em sua primeira implantação em larga escala na cidade de Luziânia, em Goiás. Durante um período de seis meses, as forças de segurança locais que utilizaram a tecnologia da Pax registraram uma redução de 27% nos crimes violentos, dobraram a efetividade policial e observaram um aumento de 59% na sensação de segurança entre os cidadãos. Ao longo do último ano, a plataforma auxiliou na elucidação de mais de 2.000 casos criminais em mais de 30 cidades brasileiras.

David Peixoto, fundador e CEO da Pax, ressalta que o principal gargalo nas investigações policiais são os dados. "Construímos a Pax do zero para organizar essas informações e pistas do mundo físico e torná-los úteis em tempo real. O policial decide. A plataforma multiplica sua eficiência", afirma. A empresa, que operou por dois anos sob o nome Paladium para validar sua tecnologia, agora adota a marca Pax, que significa paz em latim, alinhada à sua missão de contribuir para a segurança pública. A equipe da Pax é composta por engenheiros de instituições de renome como Stanford, Harvard, MIT, ITA e USP, muitos dos quais deixaram carreiras nos EUA para se dedicar a este projeto no Brasil.