Ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo próprio Moraes no âmbito da Operação Exfil, deflagrada nesta quarta-feira (1º). Segundo apuração da CNN, Conde está foragido no exterior.

Tabela de propina, códigos e saques rondam venda de sentenças no STJPGR recorre de decisão de Zanin que anulou condenação de GarotinhoPF faz nova operação contra vazamento de dados de ministros do STF O empresário teria adquirido mais de mil dados fiscais de forma ilegal, entre eles informações da mulher do ministro.

A operação mira um esquema de obtenção e vazamento de informações sigilosas de autoridades públicas e seus familiares, com acesso indevido a sistemas da Receita Federal e do Coaf.

As investigações apontam a existência de uma estrutura organizada de intermediação, que envolveria servidores públicos, funcionários terceirizados e despachantes.

De acordo com os autos, Conde seria o mandante do esquema. Depoimentos indicam que ele fornecia listas de CPFs e realizava pagamentos em dinheiro — cerca de R$ 4.500 — para obter as informações.

Nesta fase da operação, também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A investigação tramita sob sigilo.

A primeira fase da operação ocorreu em 17 de fevereiro. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Moraes como relator da investigação.