O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), causou repercussão nesta quinta-feira ao afirmar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tem potencial para derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das próximas eleições. A declaração foi proferida no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, durante uma coletiva de imprensa, e reflete um cenário político e eleitoral em constante ebulição.
As projeções de Tarcísio de Freitas baseiam-se em recentes levantamentos eleitorais. Ele fez referência a pesquisas que apontam Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em um hipotético segundo turno. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na última quarta-feira, indicou Flávio com 42% das intenções de voto contra 40% de Lula em um confronto direto, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Contudo, no cenário de primeiro turno mais provável da mesma pesquisa, Lula ainda aparece na liderança com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%.
Para o chefe do Executivo paulista, a aparente liderança de Flávio no segundo turno é um indicativo de uma tendência maior. “Observe que já houve o cruzamento de linhas e a tendência que a gente vai ver é um derretimento gradual do Lula, um crescimento gradual do Flávio”, declarou Tarcísio. Ele expressou forte convicção na eleição do senador: “Tenho certeza que o Flávio será o próximo presidente da República do Brasil. E olhe lá se essa eleição não terminar no primeiro turno.”
Além de suas análises eleitorais, Tarcísio de Freitas utilizou a oportunidade para manifestar sua desaprovação à abertura de um inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Flávio Bolsonaro. O inquérito investiga uma suposta calúnia praticada pelo senador contra o presidente Lula. A representação ao STF alega que Flávio publicou uma montagem associando Nicolás Maduro ao presidente brasileiro, insinuando que Lula seria “delatado”, e vinculou isso ao “fim do Foro de São Paulo”, com acusações de ligação a tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas e ditaduras.
O governador de São Paulo defendeu a liberdade de expressão e criticou a ação judicial. “Crítica política não pode ser também objeto de sanção, não pode ser objeto de coação. Porque senão você tira a liberdade de expressão”, argumentou Tarcísio, completando de forma retórica: “Se eu fosse pedir para abrir inquérito a todas as calúnias que eu recebo todos os dias…”
