O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa afirmou nesta quarta-feira que as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo Trump devem ser restritas a “questões técnicas”. Segundo ele, o debate não pode girar em torno de interesses dos americanos.
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O ministro confirmou que houve uma nova reunião nesta segunda-feira com autoridades do governo americano.
— As reuniões prosseguem, prosseguirão ainda nesta semana. O prazo fatal é 15 de julho e nós estamos negociando. O esforço, todo o esforço do Brasil tem sido que permaneça na mesa de negociação apenas as questões que são comerciais, econômicas e que as questões ideológicas e que nos interessam a alguns não estejam na mesa — disse a jornalistas.
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O Brasil tem até esta quarta-feira para enviar comentários por escrito ao governo dos Estados Unidos sobre a investigação comercial que pode acarretar na aplicação de tarifas de importação de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
— O palco de discussão é técnico, debate não pode ser exclusivamente voltado para atender o interesse norte-americano ou interesses egoísticos brasileiros que vimos acontecer — completou o ministro.
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Em conclusão preliminar, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) acusou o país de promover práticas desleais em seis setores que prejudicam as empresas e o comércio americano. São exemplos o Pix, o desmatamento ilegal, falhas no combate à corrupção e taxas relacionadas à importação de etanol.
Após as manifestações, está prevista a realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas, no dia 6 de julho.
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A investigação foi aberta pelo USTR em 15 de julho do ano passado e o governo Trump tem até 15 de julho deste ano para definir se irá aplicar as sanções recomendadas pelo escritório de representação comercial.
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