Um avanço significativo na área de diagnóstico de doenças foi reconhecido pelo Ministério da Saúde. Um teste rápido de diagnóstico molecular para detecção da Covid-19, concebido em 2021 por uma colaboração entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), conquistou o segundo lugar na ExpoEpi, um evento nacional que celebra experiências em epidemiologia, prevenção e controle de doenças.

O teste destacou-se na categoria "Mais Ciência para o SUS", competindo entre mais de 1.500 trabalhos submetidos. A premiação ocorreu em abril, em Brasília, e reconheceu a importância da inovação no contexto da resposta às emergências em saúde pública. A professora Luísa Damazio Rona Pitaluga, da UFSC, explicou que a equipe apresentou o desenvolvimento e a validação do kit, ressaltando sua capacidade de confirmar ou descartar casos de Covid-19 de maneira mais célere e econômica, um diferencial crucial durante a pandemia.

A pesquisa não apenas resultou em um diagnóstico mais acessível, mas também gerou uma patente para a invenção. Esse sucesso abriu caminho para a expansão da linha de pesquisa em diagnóstico molecular point-of-care na UFSC. Atualmente, a tecnologia está sendo adaptada e aplicada no desenvolvimento de testes para uma variedade de outros patógenos e para monitorar espécies sentinelas, como a microalga Prorocentrum cordatum, encontrada em ecossistemas como a Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

O projeto de desenvolvimento do teste rápido contou com o apoio de diversas entidades, incluindo a iniciativa privada, prefeituras, secretarias municipais de saúde e o Ministério Público, demonstrando a força da colaboração interinstitucional e multissetorial para o avanço científico e a melhoria da saúde pública no país.