Priorizar nos meus resultados Google A aposta de Wall Street na valorização dos ativos brasileiros atingiu um patamar inédito justamente no momento em que Flávio Bolsonaro encosta em Lula na corrida presidencial. O valor nocional das opções de compra, as chamadas calls, do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, superou 20 bilhões de dólares. O volume de contratos em aberto passou de 5 milhões pela primeira vez.
O movimento ganhou entre operadores o contorno de um “trade Flávio”. Entre 2020 e 2025, o valor nocional médio das calls do EWZ ficou perto de 6 bilhões de dólares. Agora, a cifra mais que triplicou. Ao mesmo tempo, o próprio ETF acumula uma forte valorização nas últimas semanas.
A eleição ajuda a explicar o entusiasmo. Nesta quinta-feira, 10, Flávio superou, pela primeira vez, Lula nas apostas sobre o vencedor da eleição presidencial no Polymarket: o candidato do PL alcançou 52% de probabilidade, enquanto que o incumbente está com 47%. O mercado já movimentou cerca de 147 milhões de dólares.
As pesquisas também passaram a dar mais sustentação à aposta. Levantamentos divulgados nesta semana mostram Flávio em empate técnico com Lula e, em alguns cenários de segundo turno, numericamente à frente. A Meio/Ideia registrou 46% para cada um, enquanto a Palver mostrou Flávio com 46% e Lula com 44%.
Nem todo o volume de opções pode ser atribuído diretamente à eleição — esses contratos também são usados em estratégias de proteção e combinações mais complexas. O tamanho e o timing da posição, porém, mostram que nunca houve tanto dinheiro exposto a uma forte alta da bolsa brasileira via EWZ. E isso ocorre justamente quando a chance atribuída pelo mercado a uma vitória de Flávio atingiu seu maior patamar.


