A postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado decepção entre aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que buscavam um posicionamento mais contundente da Casa Branca após a saída do parlamentar do Brasil. As expectativas incluíam a possível retomada de sanções sob a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, argumentando perseguição política, especialmente após a determinação de entrega de passaportes de Flávio.
O grupo também considerou a aplicação de sanções contra o ministro do STF Cristiano Zanin, em decorrência da prorrogação do horário de votação nas eleições. No entanto, essa iniciativa enfrentava o obstáculo da própria solicitação de prorrogação feita pelo PL, partido de Flávio, o que geraria uma contradição política.
Outra aposta dos aliados era a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro. Contudo, até o momento, o senador possui apenas uma autorização temporária de permanência nos Estados Unidos, sem o reconhecimento formal de asilado. Embora Trump tenha afirmado que Flávio pode permanecer no país o tempo que desejar, não houve anúncio de concessão de asilo.
A frustração se acentuou com a declaração de Trump de que não planeja encontrar-se com o senador brasileiro. O contraste foi ainda maior quando o presidente americano ressaltou manter uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os apoiadores de Flávio, esses gestos ficaram aquém do apoio político esperado de Washington. O cenário é ainda influenciado pelas prioridades internas de Trump, com as eleições de meio de mandato "midterms" dominando a agenda, focando em questões como inflação e custo de vida, o que torna improvável um confronto adicional com o governo brasileiro neste momento.

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