O governo dos Estados Unidos anunciou a prorrogação por mais um ano da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, utilizando como base a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A decisão, oficializada por meio de uma ordem executiva, estende uma medida que já estava em vigor e que, segundo a administração norte-americana, visa combater práticas brasileiras consideradas prejudiciais à economia dos EUA.
A Casa Branca, em comunicado oficial, detalhou as justificativas para a manutenção da tarifa, alegando que o Brasil adota "políticas, práticas e ações que interferem na economia dos Estados Unidos". Além disso, a nota aponta para supostas infrações aos direitos à liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, violações de direitos humanos e um prejuízo ao interesse dos EUA em proteger seus próprios cidadãos e empresas.
O documento emitido pelo governo Trump também direciona críticas específicas a membros do governo brasileiro, acusando-os de "perseguir politicamente um ex-Presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores". O comunicado cita ainda o Supremo Tribunal Federal (STF) como "promotor de censura", mencionando a prisão de indivíduos por expressarem suas opiniões e a censura de conteúdos online como ameaças à segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos.
Até o momento, o Itamaraty não emitiu pronunciamento oficial sobre a nova medida imposta pelos Estados Unidos. A ordem executiva, um instrumento presidencial que não requer aprovação do Congresso, é utilizada para direcionar ações do governo federal. Embora sujeitas a análises legais, essas ordens podem ser contestadas judicialmente ou anuladas por legislação aprovada pelo Congresso, cabendo ao presidente o poder de veto.
