A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) sinalizou que não apoiará a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas próximas eleições.

A decisão, que impacta o cenário eleitoral nacional, é reflexo de desgastes acumulados na relação entre Flávio Bolsonaro e as cúpulas de ambas as legendas nos últimos meses. Adicionalmente, a pressão de lideranças estaduais, que buscam maior autonomia para definir seus próprios apoios em cada estado, também pesou na balança.

Fontes internas indicam que a insatisfação do Progressistas (PP) com Flávio Bolsonaro se intensificou após o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, ter sido alvo de investigação pela Polícia Federal em maio deste ano. Nogueira esperava uma manifestação pública de Flávio em sua defesa, a qual não ocorreu, minando a confiança na aliança.

O União Brasil também manifestou desconforto. O presidente da sigla, Antonio Rueda, demonstrou incômodo após a recente prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, que é aliado de Flávio Bolsonaro. Canella foi detido em uma operação da Polícia Federal com um fuzil encontrado em seu carro, e a ausência de um pronunciamento de Flávio sobre o caso gerou reações negativas entre os dirigentes da federação.