Uma análise recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta para uma diminuição expressiva na distorção idade-série na educação pública brasileira. O índice, que mede a defasagem entre a idade do aluno e a série que ele deveria cursar, apresentou melhorias em todas as etapas do ensino, em todas as regiões e estados do país.
Os dados, compilados com base em informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam que no ensino fundamental a taxa de distorção idade-série caiu de 18,7% em 2019 para um patamar mais baixo. Já no ensino médio da rede pública, o índice recuou de 28,9% para 17,6%, demonstrando um avanço considerável.
As regiões Norte e Nordeste do Brasil foram as que mais se destacaram nesse processo de redução da defasagem escolar. Apesar dos progressos, a chefe da educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto, ressalta que os efeitos da pandemia de Covid-19 ainda são sentidos. Muitos estudantes apresentam lacunas de aprendizagem, mesmo estando na série correspondente à sua idade.
Diante desse cenário, Mônica Dias Pinto enfatiza a necessidade de manter e ampliar políticas educacionais focadas em alunos com dois ou mais anos de atraso escolar. É crucial compreender as vulnerabilidades que afetam suas trajetórias e implementar medidas eficazes para a recuperação do tempo perdido, a recomposição das aprendizagens e a construção de um percurso escolar bem-sucedido, garantindo que crianças e adolescentes desenvolvam as competências esperadas para cada etapa do ensino.
