A Campanha Nacional de Multivacinação de crianças e adolescentes começa nesta segunda-feira sob o lema "Vacinar sempre foi muito Brasil”. O objetivo do esforço é atualizar a caderneta vacinal daqueles com menos de 15 anos que estejam atrasados ou que não tenham sido imunizados. Com isso, evitar a ocorrência e casos graves de doenças imunopreveníveis e impedir a reintrodução do sarampo e da poliomielite, que foram eliminadas do país.

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A iniciativa vai do dia 3 de agosto até 1º de setembro. Ainda assim, as vacinas seguem disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde. Já o Dia D da vacinação, quando se amplia o atendimento nas unidades, com maior divulgação e mobilização para alcançar os jovens que não estão protegidos, será realizado no dia 22 de agosto.

A campanha disponibilizará todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente, além de doses de estratégias específicas, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Entre as doses disponíveis, estão:

PoliomieliteSarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral)Difteria, tétano e coquelucheHepatites A e BRotavírusMeningitesFebre amarelaHPV Dengue InfluenzaCovid-19

Podem ser realizadas também ações extramuros, como campanhas em ambiente escolar ou atividades em comunidades. No documento em que traça a estratégia da campanha, a pasta da Saúde explica a importância de se recuperar as elevadas coberturas vacinais no país, que começaram a cair a partir de 2016.

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Entre 2022 e 2025, o Brasil registrou avanços, principalmente para a cobertura com a segunda dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, e com o imunizante que evita a poliomielite. No ano passado, porém, apenas três vacinas alcançaram a meta do ministério: a BCG, que previne tuberculose, a que evita hepatite B em recém-nascidos e a contra o rotavírus, que causa gastroenterite grave.

Durante o período da campanha, o Ministério da Saúde também recomendou, na semana passada, que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo se vacinem contra o sarampo, mesmo aquelas que já tenham recebido a proteção anteriormente.

A pasta identificou uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus de fora do país nessas localidades com surto ativo que acumula 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo. As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida.

Ainda assim, o Brasil mantém o certificado de eliminação do sarampo, que chegou a ser perdido em 2019, após uma queda importante na cobertura vacinal e a identificação de diversos surtos da doença, mas que foi reconquistado em 2024, depois de dois anos sem transmissão local.

Os poucos casos que o Brasil costuma registrar são majoritariamente importados de outros países e não têm levado a uma disseminação sustentada dentro do território brasileiro. Para perder o certificado, é preciso ocorrer transmissão endêmica sustentada do vírus por um período de 12 meses consecutivos.