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13.mai.2026 às 10h34 Edição Impressa Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Camila Moreira Rodrigo Viga Gaier São Paulo e Rio de Janeiro | Reuters As vendas no varejo brasileiro surpreenderam e cresceram em março pelo terceiro mês seguido, renovando ao final do primeiro trimestre o recorde da série histórica iniciada em 2000.

No mês, as vendas registraram alta de 0,5% em relação a fevereiro, depois de terem avançado 0,7% em fevereiro e 0,5% em janeiro, mostraram os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (13).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas tiveram ganho de 4%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de estabilidade na comparação mensal e de alta de 2,75% na base anual.

"Numa perspectiva um pouco maior, a médio prazo, nos seis últimos meses houve apenas um resultado no campo negativo, em dezembro de 2025. Então, pode-se dizer que desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo", destacou Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.

A guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo desde que começou em 28 de fevereiro, lançou uma sombra sobre o mês de março, afetando os preços de alimentos e de combustíveis e pesando no bolso dos consumidores.

O mercado de trabalho robusto e medidas de estímulo ao consumo, entretanto, vêm dando algum suporte ao setor varejista, mesmo diante da taxa de juros elevada.

No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic a 14,5%, mas pregou cautela, argumentando que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco tiveram resultados positivos em março, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%).

"Os custos dessa atividade estão muito relacionados à variação do dólar, e nos últimos três meses a gente vem observando a valorização do real frente à moeda americana", afirmou Santos, lembrando que a maior parte dos produtos são importados, como celulares e televisores.

Também mostraram crescimento das vendas Combustíveis e lubrificantes (2,9%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%).

Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) tiveram perdas, enquanto a atividade de Tecidos, vestuário e calçados ficou estável.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas aumentou 0,3% em março sobre o mês anterior.

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