O cenário político de Xanxerê ganhou contornos de tensão com a iminente campanha eleitoral. Antes mesmo da convenção oficial, marcada para 1º de agosto, que selará a união entre PSD, MDB, PP e União Brasil, o vice-prefeito Adenilson Preis (MDB) comunicou sua saída do partido. A decisão foi motivada por discordâncias profundas em relação ao apoio do MDB à candidatura de Carlos Chiodini (MDB) como vice-governador na chapa encabeçada por João Rodrigues (PSD).

Preis manifestou publicamente seu descontentamento com a forma como a direção do MDB local conduziu o processo de aliança. Segundo o vice-prefeito, as bases do partido não foram devidamente consultadas ou consideradas na definição do apoio à chapa majoritária. Essa falta de diálogo, conforme relatado por Preis, foi o estopim para sua desfiliação, sinalizando um racha interno no partido às vésperas de um momento crucial para a definição das candidaturas.

A convenção programada para o início de agosto tem o objetivo de oficializar a coligação que pretende lançar João Rodrigues como candidato a governador e Carlos Chiodini como seu vice. A saída de um membro influente como Adenilson Preis, que ocupa a vice-prefeitura de Xanxerê, pode gerar repercussões significativas para a articulação política e para a unidade dos partidos envolvidos na aliança.

A manobra de Preis, que deixa o MDB sem ainda ter anunciado sua filiação a outra sigla, levanta questionamentos sobre os próximos passos no xadrez político da região. A expectativa agora se volta para as reações dos demais partidos envolvidos na aliança e para a posição que o MDB estadual e municipal adotará diante da debandada de seu vice-prefeito em Xanxerê, em um momento estratégico da pré-campanha.