Lula fez o mesmo tipo de admissão. Ao atribuir ao presidente do STF, Edson Fachin, a responsabilidade de evitar que o escândalo Master "atrapalhe as eleições", ou seja, atrapalhe as chances de Lula e favoreça seu principal adversário, entre outros na oposição.
A causa desse dano neste momento é bem evidente.
Lula elogia Fachin e aposta em redução de impacto eleitoral da crise no STFWaack: Incapaz de agir, STF arrasta Lula na criseCrise no STF pode deixar marcas profundas na política brasileira A crise do Supremo é expressão de uma crise maior, daquilo que as pessoas chamam de sistema. Ou seja, os Três Poderes, o sistema tributário, os vários códigos e regulações.
Isto sempre prejudica o incumbente, no caso Lula.
Aliás, atualmente é um fenômeno universal com grande ênfase nos países vizinhos nossos. Para Lula, há dois outros fatores preocupantes do ponto de vista de quem quer ganhar uma eleição muito apertada.
É o mau humor de parte significativa do eleitorado em relação ao poder de compra, endividamento e o arraigado temor relativo à segurança pública.
A soma desses fatores está aparecendo nas pesquisas e também nas análises das agências especializadas em cenários de risco, que vem reduzindo cautelosa porém consistentemente as probabilidades de vitória do presidente.
Nesse caso, como em qualquer eleição, a chave é identificar se o que parece ser uma tendência não é apenas passageiro. É aí que entra a questão da crise no Supremo. Por si só ela talvez não decida a eleição, mas é mais um elemento que se soma a outros.
Criando no curtíssimo prazo para Lula uma questão para a qual ainda não parece ter encontrado resposta: como afastar-se sem afastar-se do Supremo, de quem tanto depende?


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