O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, manifestou-se a favor de uma solução negociada com os Estados Unidos para a questão das tarifas impostas ao Brasil. A declaração surge em meio à participação de representantes brasileiros em audiências públicas nos EUA, e Zema aproveitou para tecer críticas à política externa conduzida pelo atual governo.

Em suas declarações, Zema expressou o desejo de que a questão das tarifas seja resolvida, independentemente de quem venha a concretizar a solução. Contudo, ele direcionou críticas à gestão diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando que, caso eleito, sua gestão buscará uma aproximação maior com as nações ocidentais. "O Brasil no passado era muito mais respeitado, quando tinha um posicionamento mais isento", pontuou o ex-governador de Minas Gerais.

O presidenciável do Novo apontou a aproximação do governo Lula com regimes considerados autoritários, como Cuba, Venezuela e Irã, como um dos "grandes equívocos" da diplomacia brasileira. Segundo Zema, esse alinhamento com "países antiamericanos" e que "questionam o dólar" envia um sinal negativo aos Estados Unidos, indicando uma falta de interesse do Brasil em cultivar um bom relacionamento bilateral. Ele também alertou para o que considera uma "dependência excessiva" do Brasil em relação à China, destacando os riscos de concentrar uma parcela tão grande das vendas em um único parceiro comercial.

As declarações foram feitas em São Paulo, durante um almoço que reuniu cerca de cem lideranças femininas dos setores financeiro, corporativo e de negócios. O evento, organizado por Maria Helena Válio, fundadora e CEO da plataforma Women Invest, também contou com a presença de aliados do Novo e pré-candidatos, como a vereadora da capital Cris Monteiro, que almeja uma vaga na Câmara dos Deputados.