A candidata a vice-governadora na chapa de Gelson Merísio, Angela Albino, fez um pronunciamento contundente sobre a necessidade de o Estado aprimorar sua atuação no acompanhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Albino destacou que a rede de proteção existente muitas vezes falha em oferecer o suporte adequado e contínuo, permitindo que as vítimas cheguem a um ponto crítico, descrito por ela como um "último pedido de socorro".
A crítica central de Albino reside na falta de uma abordagem proativa e integrada. Ela argumenta que as ações governamentais deveriam ser mais focadas na prevenção e no monitoramento constante, em vez de apenas reagir a situações de emergência. A candidata enfatiza que a efetividade das políticas públicas para proteger mulheres em risco depende de uma articulação mais forte entre as diversas secretarias e órgãos envolvidos, como saúde, assistência social e segurança pública.
Albino defende a criação de mecanismos que garantam um acompanhamento mais próximo e humanizado, desde os primeiros sinais de violência ou risco. A integração dessa rede de proteção, segundo a candidata, é fundamental para assegurar que as mulheres recebam o apoio necessário em todas as fases, evitando que se sintam desamparadas e sem saída. Essa perspectiva busca ir além das medidas emergenciais, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor.
A proposta de Angela Albino visa a fortalecer as bases de apoio às mulheres catarinenses, propondo um modelo de gestão pública que priorize a continuidade e a eficiência no atendimento. A candidata acredita que, com uma atuação estatal mais presente e coordenada, é possível reduzir significativamente os casos de violência e garantir que nenhuma mulher precise chegar ao limite para ser atendida.

