Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Copiar link Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes
5.nov.2026 às 14h17 Diminuir fonte Aumentar fonte Maeli Prado São Paulo As exportações brasileiras para a União Europeia somaram US$ 44,2 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, uma alta de 20% ante 2025. Em valores, o crescimento representou US$ 7,4 bilhões a mais, dos quais US$ 6,4 bilhões foram registrados entre maio e setembro, ou seja, após o acordo do Mercosul com o bloco comercial entrar em vigor.
Os dados foram apresentados pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) nesta quinta-feira (5) durante o evento European Day, promovido pelo portal Europa Brasil, que abordou as relações comerciais do Brasil com a Europa.
Marcia Nejaim Galvão de Almeida, diretora de negócios da agência, afirmou que mesmo sem considerar-se as commodities, as vendas do Brasil para a UE avançaram 13% nos primeiros nove meses do ano.
"O acordo não beneficiou apenas o agro, mas também a indústria. Acreditamos que há espaço para todos os tipos de produto. Ainda estamos no início do acordo, mas há espaço para diversificação para pequenas, médias e grandes empresas", disse.
Ela ponderou que a Europa ainda representa apenas 14% da balança comercial brasileira, contra 30% da China, principal parceiro. "Isso mostra que há espaço para ampliar as vendas. Estamos começando agora a jogar esse jogo", avaliou.
Sergio Quiroga, presidente da Eurocâmaras, que representa a comunidade empresarial europeia no Brasil, afirmou que a alta das importações de produtos europeus não foi expressiva como as exportações, já que muitas empresas do bloco já estão instaladas no país.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
"Ainda tivemos pouco resultado de produtos vindos da Europa para cá, seria interessante que viesse mais, já que o Brasil representa uma grande oportunidade para as empresas europeias", disse.
Segundo ele, o acordo entre Mercosul e União Europeia foi possível graças à política comercial americana, com a imposição de tarifas ao mundo desde o ano passado. "A imprevisibilidade dos Estados Unidos gerou a União Europeia", disse.
O evento ainda abordou as dificuldades de empresas brasileiras em exportarem para a União Europeia devido ao elevado número de exigências para a entrada de produtos.
"As exigências europeias são reconhecidamente complicadas, e é necessário estar atento para cumpri-las", disse o diplomata Fernando de Mello Barreto, que participou de negociações do acordo entre Mercosul e UE.
Barreto afirmou que soube de casos em que a mercadoria foi exportada para compradores da UE, mas ficou presa na alfândega por não cumprir especificações. "As empresas precisam se preparar muito bem antes de exportar."
Leia Mais Ícone fechar Voltar Ver novamente Voltar
Tópicos relacionados Leia tudo sobre o tema e siga:
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/8/S/QosoTTRgSRA4i2Ys9mpw/101360278-carteira-de-trabalho-fisica-ao-lado-de-uma-carteira-de-trabalho-digital..jpg)
