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25.ago.2026 às 14h14 Atualizado: 25.ago.2026 às 14h29 Diminuir fonte Aumentar fonte Mayara Paixão Nova York Após o telefonema entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump na última semana, Brasil e Estados Unidos acertaram uma nova reunião virtual na próxima segunda-feira (31) para discutir a situação das tarifas impostas por Washington.

Segundo um representante do governo que participa das tratativas informou à reportagem, a iniciativa partiu do governo do republicano. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, teria contactado o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para organizar a conversa, a ser feita às 14h30.

A conversa será conduzida pelos dois, sem envolver os presidentes, e terá participação de mais auxiliares, como de praxe.

Na última sexta, o presidente Lula voltou a dizer a seu homólogo americano que as tarifas contra o Brasil são infundadas. E, segundo o próprio Palácio do Planalto, ouviu de Trump que seria bom que equipes dos dois países voltassem a falar o mais rápido possível.

Por parte do governo brasileiro, há pouca expectativa de que já nesta reunião haja avanços para a diminuição das tarifas, mas avalia-se que a reabertura do diálogo, diante de um governo imprevisível como o de Trump, já é frutífera.

Em julho, os EUA impuseram uma sobretaxa de 12,5% sobre o Brasil, sob a justificativa de uma investigação sobre falhas no combate à importação de produtos feitos com o uso de trabalho forçado. O Brasil já estava sujeito à aplicação de uma sobretaxa de 25%.

Lula e Trump devem se encontrar em Nova York na segunda quinzena de setembro, quando ocorre a Assembleia-Geral da ONU. O brasileiro deve permanecer por pouco tempo na cidade, dado que dali a poucos dias ocorrem as eleições presidenciais no Brasil. Tradicionalmente, ele fará o discurso de abertura do evento, e será seguido pelo anfitrião, Trump.

Há, ainda que comedida, expectativa de que uma breve conversa pessoalmente com Trump ocorra.

Na última edição da Assembleia, sem que se esperasse, os dois se encontraram nos bastidores, e o inusitado encontro terminou com Trump afirmando que houve uma "excelente química" entre os dois. Era um momento delicado, no qual Trump já verbalizava seu apoio à família Bolsonaro.

Agora, a situação é ainda mais complexa. Não somente pelas tarifas impostas ao Brasil, como também pela proximidade da família Bolsonaro com autoridades em Washington e, mais, com ações dos EUA como a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

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