Priorizar nos meus resultados Google O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, farão uma reunião virtual na próxima segunda-feira, 31, às 14h30, no horário de Brasília. O encontro marca o início de uma nova etapa das negociações técnicas entre os dois países sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A reunião foi definida após uma troca de mensagens entre Rosa e Greer, que ocorreu na sequência da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na semana passada. O telefonema durou cerca de 1h20 e teve como principal tema o tarifaço imposto pelos EUA.
Na conversa, segundo o Palácio do Planalto, Lula afirmou que as medidas prejudicam as economias dos dois países e defendeu a retomada das negociações. Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e indicou que as equipes técnicas deveriam voltar a dialogar com rapidez. Depois do contato entre os chefes do Executivo, Greer procurou o ministro brasileiro para reabrir as tratativas.
A primeira prioridade do governo brasileiro será ampliar a quantidade de produtos brasileiros livres das tarifas adicionais. Em uma segunda fase, o objetivo será discutir a reversão das medidas adotadas pelos Estados Unidos.
Os Estados Unidos impuseram neste ano duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A primeira acrescentou 25% sobre parte das exportações, após uma investigação americana apontar práticas brasileiras que, na avaliação dos EUA, “oneram ou restringem” o comércio bilateral. Entre os pontos mencionados estavam o Pix e a regulação de plataformas digitais.
Uma segunda tarifa, de 12,5%, foi anunciada posteriormente após outra investigação comercial. Com as duas cobranças, alguns produtos brasileiros passaram a enfrentar uma alíquota adicional total de 37,5% para ingressar no mercado americano.
Todavia, milhares de produtos ficaram fora da cobrança adicional, entre eles petróleo, café e carne bovina. Calçados, máquinas, madeira e açúcar permaneceram sujeitos à tarifa máxima.


