Segundo Dino, que fez uma publicação com o mapa das regiões Nordeste e Norte nas redes sociais, é presente nos comentários um "ódio à procedência regional" dele. O ministro é do estado do Maranhão.
"Um aspecto em algumas 'críticas' a mim endereçadas em jornais, desde que cheguei ao STF, chama muito a minha atenção: o ódio à minha procedência regional. Alguns exemplos de expressões escritas em tais jornais: 'jurista de província'; 'pessoa destituída de qualquer qualificação'; 'oratória grandiloquente de província'", escreveu Flávio Dino.
Gilmar: Quem age com partidarismo no TSE deve repensar permanência na CorteMendonça e Fux dizem à PF que ainda não acessaram celular de VorcaroGuerra de despachos no STF teve ao menos 46 movimentações em duas semanas O magistrado afirmou também que a atuação pública exige que ele se submeta ao debate e às críticas, mas pontuou que é também seu dever "indicar quando acha que certas expressões ofendem as leis, a dignidade e a decência".
Na publicação, Flávio Dino afirmou que as críticas preconceituosas têm como objetivo "desqualificar" o conhecimento dele sobre Aristóteles e outros pensadores que o magistrado cita em decisões e votos no Supremo.
"Mas como? No Maranhão e em Pernambuco se estuda Aristóteles? – perguntarão os preconceituosos. Da minha parte, seguirei citando a Constituição Federal, as leis, Aristóteles, Max Weber, Hobbes, e tudo que eu achar pertinente, inclusive Chico César e Fábio Porchat", disse Dino.
Flávio Dino declarou, ainda, que não se submeterá às críticas de quem "se acha intérprete das 'metrópoles' do Brasil ou de países estrangeiros". E completou: "Sou magistrado, e por isso zelo pela independência funcional diante de todos os poderes públicos e privados, pois sem ela não existe Poder Judiciário".
A queixa do ministro ocorre em momento que o STF vive uma crise interna. Na última terça-feira (15), a Corte analisou um relatório da Polícia Federal sobre menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Em suas falas na reunião, Dino fez citações ao filósofo Aristóteles e também comentários sobre uma produção do humorista Fábio Porchat. A sessão foi encerrada após Dino pedir vista e paralisar por até 90 dias a análise de uma questão de ordem sobre o rito do caso.


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