A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta um desafio significativo com a disseminação de uma notícia falsa nas redes sociais, que alega uma suposta intenção do candidato de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A desinformação rapidamente se transformou em munição para adversários políticos e intensificou a polarização religiosa, com aliados de Lula (PT) e figuras como a primeira-dama Janja e o vice-presidente Geraldo Alckmin explorando o tema.

Diante da repercussão negativa e do impacto "bomba atômica" percebido pelos aliados, a campanha de Bolsonaro agiu rapidamente, buscando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro André Mendonça atendeu ao pedido e determinou a remoção imediata de todas as publicações que apresentem a notícia falsa como um fato, classificando-a como "notoriamente inverídica" e exigindo ação preventiva das plataformas contra a sua disseminação.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, gravou vídeos para desmentir veementemente a informação, classificando-a como "grande mentira" e "fake news sem pé nem cabeça". Ele reforçou seu respeito por todas as religiões e seu compromisso com a fé. A origem da desinformação remonta a um projeto de lei arquivado em 2008, apresentado por um ex-deputado federal que, posteriormente, atuou no governo de Jair Bolsonaro. No entanto, trechos de um vídeo antigo de Flávio Bolsonaro, onde ele declara que "um dos primeiros atos" como presidente seria "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", também foram resgatados e utilizados para alimentar a narrativa falsa.

A disseminação da fake news gerou indignação entre católicos e mobilizou pedidos de voto contra Flávio, com memes e montagens circulando nas redes sociais, comparando-o a Lula e associando-o a propostas de revogação de feriados católicos. A campanha bolsonarista classifica o episódio como um ataque planejado pelo PT e busca minimizar os danos eleitorais, apostando na resposta rápida e na possibilidade de que a pecha de disseminadores de fake news possa se voltar contra os petistas.