A sorveteria de luxo Häagen-Dazs encerrará suas operações no Brasil, uma decisão que desencadeou uma onda de reações nostálgicas e irônicas entre os consumidores nas redes sociais. A General Mills Brasil, proprietária da marca, comunicou a exclusão do sorvete de seu portfólio nacional na última segunda-feira (24), levando muitos a relembrarem seus sabores favoritos e lamentarem a partida de uma marca estabelecida no mercado brasileiro desde 1997.
Enquanto uma parcela significativa de consumidores lamenta a ausência do pote de Häagen-Dazs nas prateleiras, outra parte do público aponta o preço elevado do produto como um fator limitante, questionando seu custo-benefício. A saída da marca também intensificou comparações com concorrentes nacionais, como Bacio di Latte e Gelato Borelli, redes de gelato artesanal que disputam o consumidor disposto a investir em sobremesas premium.
Nas plataformas digitais, pedidos para que a marca reconsidere sua decisão e permaneça no país foram expressos em comentários nas redes sociais, como no Instagram da Häagen-Dazs. Alguns usuários, no entanto, criticaram a falta de investimento em marketing e a baixa rentabilidade da operação brasileira como possíveis causas para a retirada. A faixa de preço dos produtos ainda disponíveis varia amplamente, com potes custando de cerca de R$ 21 a mais de R$ 80, dependendo do tamanho e do estabelecimento.
A General Mills justificou a saída da Häagen-Dazs como parte de um plano de reformulação de portfólio anunciado em março de 2026, sem associar a decisão ao cenário econômico brasileiro. A marca, fundada nos EUA em 1960, chegou ao Brasil em 1997 e, após operar lojas próprias, passou a ter distribuição exclusiva no varejo a partir de 2018. A decisão ocorre após a venda de outras operações brasileiras da General Mills, como as marcas Yoki e Kitano, para o grupo 3corações. Embora a marca desapareça do mercado, estoques remanescentes ainda poderão ser encontrados em estabelecimentos comerciais.



